Quais são as principais dúvidas sobre Elevadores?

Elevadores fazem parte de nossa vida diária, mas nem sempre pensamos em toda a tecnologia e engenharia por trás de sua operação.

Como resultado, podem surgir dúvidas e até mitos sobre seu funcionamento. Coletamos informações para explicar como funciona o sistema do equipamento.

1. Como funciona?

A operação ocorre por um sistema de contrapesos. Operando em conjunto, quando a cabina desce, o contrapeso sobe, e vice-versa. Esse movimento é possível graças à máquina de tração e um sistema de polias. 

Os elevadores mais modernos também podem funcionar com softwares que cuidam da programação de funções, como controle de velocidade, peso máximo suportado na cabine, abertura e fechamento das portas. A operação é básica para todos os equipamentos, mas as funções e tecnologias envolvidas variam de modelo para modelo, de geração para geração. 

2. Por que alguns elevadores são mais rápidos do que os outros?

Em edifícios mais altos, é comum encontrar elevadores que realizam a subida em pouco tempo, graças ao avanço da tecnologia. O sistema de velocidade é controlado por um importante item de segurança, o limitador de velocidade. Quando esse componente identifica que o limite de velocidade especificado foi ultrapassado, ele é acionado automaticamente, freando o elevador, garantindo mais confiabilidade e segurança aos passageiros.

3. É seguro?

VERDADE. Os elevadores possuem uma série de sensores que só permitem as viagens com portas fechadas, carga dentro da capacidade, controle de aceleração de partida e frenagem. Há sensores que verificam, por exemplo, a velocidade nominal. Se o elevador estiver muito rápido, freios são acionados. “É importante que os moradores conheçam e saibam se há uma empresa regularizada responsável para fazer avaliações e manutenção do equipamento, e o síndico tem responsabilidade civil sobre os elevadores.” 

4. O elevador pode despencar?

MITO. Esses equipamentos são projetados com diversos sistemas de segurança. Há, por exemplo, o freio da máquina de tração, o limitador de velocidade e o freio de segurança. Apesar de ser comum falar em ‘o cabo ou cinta de tração do elevador’ como se ele fosse apenas um, na verdade, o equipamento conta com, no mínimo, três cabos ou duas cintas. Então, caso ocorra o rompimento de um cabo ou cinta, os demais garantem a segurança dos passageiros. 

Também existem os mecanismos de parada automática, dispositivos de segurança que entram em ação se, em uma situação extrema, todos cabos apresentem problemas. Existe o limitador de velocidade, que, quando a velocidade ultrapassa um limite pré-estabelecido, o dispositivo aciona mecanicamente o freio de segurança. Quando esse componente identifica que o limite de velocidade foi ultrapassado, ele é acionado automaticamente, freando o elevador. 

Caso o comando elétrico por meio dos freios da máquina de tração não provoque a parada imediata, o limitador de velocidade realiza um segundo comando e aciona o freio de segurança, que trava o elevador mecanicamente. 

5. O elevador pode ficar parado entre andares?

VERDADE. Há elevadores mais modernos que possuem um sistema automático de nivelamento e, caso ocorra falta de energia, a cabina é nivelada para o andar mais próximo. Equipamentos que não possuem tal tecnologia podem ficar desnivelado, mas, segundo Fernando, não há nenhum risco. O mais importante é que, em nenhuma dessas situações, a pessoa tente forçar a porta ou sair antes que chegue uma equipe especializada para fazer o resgate. 

6. Se faltar energia no prédio, é possível o elevador parar e ficar sem energia também?

DEPENDE. A falta de energia pode parar os elevadores, mas isso varia de cada condomínio, visto que alguns possuem geradores – nestes prédios, o equipamento pode voltar a funcionar sem interrupções. “Os elevadores devem possuir iluminação de emergência, um item especificado em norma, que é acionada na falta de energia, proporcionando aos passageiros segurança e conforto enquanto aguardam serem resgatados. Retornando o fornecimento de energia elétrica, a lâmpada é desligada e a bateria é recarregada automaticamente”, ela esclarece.

Alguns elevadores ainda possuem o sistema de resgate automático. “Esse sistema eletrônico opera com bateria recarregável e movimenta a cabina, em baixa velocidade, até o pavimento mais próximo, controlando a abertura das portas automaticamente para permitir a saída dos passageiros. Depois de um tempo predeterminado (cerca de 20 segundos) as portas se fecham automaticamente e o elevador fica estacionado até que o fornecimento de energia elétrica seja restabelecido”, ela completa.

7. O elevador parado pode ficar sem ar?

MITO. Todo projeto de elevador é feito de acordo com normas, nacionais e internacionais, que seguem um nível mínimo de ventilação. O poço do elevador é um lugar extremamente bem ventilado, mas nem sempre é possível ver as aberturas da cabina.  

8. É perigoso pular dentro de elevadores?

VERDADE. O balanço da cabina pode desregularizar o sistema do equipamento, prejudicando seu funcionamento efetivo. Essa prática não vai fazer o elevador cair, pois há os sensores de segurança. Porém, pode danificá-lo, exigindo manutenção extra. 

9. Segurar a porta dos elevadores por muito tempo é prejudicial?

VERDADE. De acordo com Fernando, a porta batente – comum em elevadores antigos – é equipada com uma mola amortecedora, que vai se desgastando com o tempo, e segurar o fechamento da porta acaba forçando ainda mais sua estrutura. O mesmo acontece com os elevadores de porta automática: o sistema de abre e fecha poderá ficar desgastado. Essa prática não prejudica diretamente a segurança do equipamento, mas pode gerar custos maiores de manutenção para os condomínios. 

10. É possível reformar elevadores?

VERDADE. A atualização tecnológica e estética proporciona uma valorização do empreendimento, melhor desempenho e eficiência com menor consumo de energia, mais segurança, conforto e acessibilidade aos passageiros. O tipo de modernização depende da necessidade e desejo do condomínio e é executada sob medida para ajustar-se perfeitamente aos edifícios ocupados, ou seja, em operação.

As possibilidades existentes são a substituição total (troca completa dos equipamentos); modernização parcial (aproveita sistemas existentes e troca apenas alguns); e o redesign (modernização estética da cabina sem alterar a sua estrutura original). Esta última proporciona maior integração aos equipamentos, à arquitetura e à decoração do edifício.

Via: Casa Jardim